O clima esquentou em Brasília. Da tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rafael Fera fez um pronunciamento contundente que pode desencadear uma verdadeira crise política em Rondônia.
Sem rodeios, o parlamentar apontou possíveis irregularidades milionárias na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e direcionou críticas diretas à gestão do governador Marcos Rocha.
Segundo Rafael Fera, um contrato que deveria durar 12 meses e custar R$ 8,5 milhões simplesmente “explodiu” em gastos, consumindo mais de R$ 13 milhões em apenas 45 dias. O dado, por si só, já levanta um alerta vermelho.
Mas o que mais chama atenção são os números considerados “incompatíveis com a realidade”.
De acordo com o deputado, uma única empresa credenciada pela Sesau teria realizado cerca de 441 atendimentos e 73 cirurgias em apenas um dia.
“Isso é humanamente possível? Que estrutura é essa?”, questionou o parlamentar, insinuando possível fraude ou, no mínimo, grave inconsistência nos dados apresentados.
Outro ponto que aumenta a suspeita é o fato de que, entre cinco empresas credenciadas, apenas uma teria ultrapassado de forma expressiva o limite contratual.
Para Rafael Fera, os indícios são suficientes para uma investigação imediata. Ele cobrou atuação urgente do Ministério Público do Estado de Rondônia, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, destacando que há recursos federais envolvidos.
A denúncia não parou por aí.
O deputado também lançou críticas à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), afirmando que a constante troca de gestores pode estar sendo usada como estratégia para dificultar o rastreamento de possíveis irregularidades.
O discurso caiu como uma bomba nas redes sociais e rapidamente viralizou, ampliando a pressão sobre o governo estadual.






